Oficializada a candidatura do Presidente Jair Bolsonaro

Ontem (24), a convenção nacional do PL oficializou a candidatura do Presidente Jair Bolsonaro à reeleição, com a indicação do ex-ministro da Defesa, General Braga Netto, a vice na chapa.

O anúncio foi feito em grande evento realizado no Rio de Janeiro, com a participação de ministros, do Governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do Senador Flávio Bolsonaro e da primeira-dama, Michele Bolsonaro, que discursou. A participação da primeira-dama atende a uma estratégia de campanha, com a finalidade de tentar melhorar a imagem do Presidente junto ao eleitorado feminino.

Também discursou na convenção o Deputado Marco Feliciano (PL/SP). O parlamentar, que é pastor, fez uma oração, destacando a proximidade do Presidente com o eleitorado evangélico.

O Presidente Bolsonaro, durante seu discurso, convocou apoiadores a irem às ruas no dia 07 de setembro e, novamente, atacou membros do Supremo Tribunal Federal (STF). Rememore-se em 2021, nas manifestações de 07 de setembro, Bolsonaro afirmou que não cumpria decisões judiciais proferidas pelo Ministro Alexandre de Moraes. Naquele momento, a tensão política no relacionamento institucional entre o Presidente Bolsonaro e o STF chegou a um nível elevando, suscitando suspeitas de que poderia haver uma ruptura institucional, o que não se confirmou após Bolsonaro divulgar um texto intitulado “Declaração à Nação”, no qual afirmava que não tinha a intenção de “agredir quaisquer dos Poderes”.

Se o Presidente não poupou ataques aos ministros do STF, não houve menção à legitimidade e legalidade do processo eleitoral ou fragilidade das urnas eletrônicas. Mas, de forma genérica, Bolsonaro mencionou a existência de fraude.

No discurso de pouco mais de uma hora, o Presidente fez acenos a grupos que o apoiam, como evangélicos e militares. Ele ainda destacou e exaltou medidas do Governo, como a criação do teto para as alíquotas de ICMS de combustíveis e energia elétrica, as obras de infraestrutura e a atuação do Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL).

Relativamente a propostas e perspectivas para um eventual novo mandato, Bolsonaro citou a possibilidade de extensão do pagamento do Auxílio Brasil, no valor R$ 600 para 2023. O Presidente também criticou pautas defendidas por Lula.

A menos de três meses das eleições, a campanha trabalha para tentar melhorar seu desempenho nas pesquisas e reduzir a distância entre ele e o ex-presidente Lula, que lidera as intenções de votos.

Em pesquisa divulgada hoje, levantamento encomendado pelo banco BTG Pactual à empresa FSB Comunicação revelou que Lula segue liderando com 44% das intenções de votos e Bolsonaro na segunda posição, com 31%.

Perfil do Presidente e Governo

Em uma eleição considerada disruptiva, o então deputado federal, Jair Bolsonaro, se elegeu Presidente da República, com 55,13% do eleitorado, após cumprir 7 mandatos na Câmara dos Deputados.

A carreira política do Presidente começou em 1988, quando concorreu à Câmara Municipal do Rio de Janeiro e conseguiu uma vaga no Legislativo da cidade. Em 1990, dois anos depois de eleito, conquistou o primeiro dos sete mandatos consecutivos no cargo de deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Em sua carreira política, defendeu a redução da maioridade penal, o direito à legítima defesa e a posse de arma de fogo para cidadãos sem antecedentes criminais, além de ter defendido proposta para tornar o voto impresso obrigatório.

Nas eleições de 2018, a população apontava como o maior problema do País a corrupção. Àquela época, os partidos políticos estavam fragilizados pelo impacto da Operação Lava-jato. E foi justamente com o discurso de combate à corrupção de “antipolítica” que o Presidente Bolsonaro se sagrou vencedor contra Fernando Haddad (PT). Além disso, Bolsonaro se alinhou ao discurso de economia liberal encampado pelo então potencial ministro, Paulo Guedes. Com isso, Bolsonaro ganhou a simpatia e o apoio do mercado financeiro e de grande parte do empresariado.

Inicialmente, o Presidente tentou se afastar do que chamava de “antiga política”, representada, essencialmente pelos partidos que integram o Centrão. Mas com a necessidade de ter apoio para que os projetos prioritários do Governo avançassem no Congresso Nacional, Bolsonaro se aproximou deste grupo político. O Presidente, inclusive, apoiou a eleição de Lira para a Presidência da Câmara.

Para estas eleições, questões relacionadas ao bem-estar financeiro da população, como inflação e desemprego devem ser o mote das campanhas, com potencial de impactar significativamente a escolha dos eleitores. Contudo, o cenário econômico pode ser um dos maiores obstáculos para o Presidente. Por esta razão, o Governo tem adotado e apoiado medidas para minimizar os impactos da inflação. Entre as medidas estão a elevação do valor do Auxílio Brasil e o auxílio de R$ 1000 para caminhoneiros.

A expectativa da campanha do Presidente é que os números relativos à avaliação do Governo, que de acordo com a mesma pesquisa BTG/Pactual é rejeitado 47% dos eleitores entrevistados e aprovado por 31%.

Com a perspectiva de início do pagamento dos novos benefícios em meados de agosto, a campanha de Bolsonaro tentará, até as eleições, ampliar os índices de aprovação do Governo.

Coligação e Equipe de Campanha

Coligação: PL-PP-Republicanos-PTB-PSC

Coordenador de redes sociais: Carlos Bolsonaro

Coordenador de campanha: Walter Braga Netto (candidato a vice na chapa)

Coordenador de campanha: Ciro Nogueira (Senador licenciado e Ministro-Chefe da Casa Civil).

Coordenador do núcleo de campanha: Senador Flávio Bolsonaro

Redes Sociais

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Elaborado pela Equipe da Umbelino Lôbo Assessoria e Consultoria em 25/07/2022

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