Lançamento da candidatura de Ciro Gomes à Presidência

Hoje (20), o PDT aprovou a candidatura do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, para representar o partido na disputa à Presidência da República. A formalização da candidatura ocorreu durante convenção do partido, realizada em Brasília, no primeiro dia para realização das convenções partidárias, de acordo com calendário previamente aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Confirmando as expectativas, o PDT não anunciou nome para compor a chapa de Ciro Gomes na posição de vice. O presidente do partido, Carlos Lupi, declarou que os membros decidiram permitir ao Diretório Nacional da sigla seguir com negociações com outras legendas. Será da executiva nacional a prerrogativa de decidir sobre coligações e candidato a vice. A tendência é que o partido apenas indique um nome no último dia de convenções, em 05 de agosto.

Será a quarta tentativa de Ciro Gomes de chegar ao Palácio do Planalto. Ele concorreu à Presidência em 1998, 2002 e 2018. No último pleito, em 2018, Ciro angariou cerca de 13 milhões de votos.

De acordo com pesquisas recentes, Ciro aparece consolidado na terceira posição, atrás do ex-Presidente Lula (PT), líder das pesquisas até o momento, e do Presidente Jair Bolsonaro (PL). Com a disputa polarizada entre os líderes das pesquisas, que concentram cerca de 70% da preferência do eleitorado, Ciro tenta se colocar como alternativa à polarização.

Perfil

Aos 64 anos, Ciro Ferreira Gomes é natural de Pindamonhangaba (SP) é advogado e professor universitário.Ciro disputou sua primeira eleição em 1982, quando foi eleito deputado estadual. À época, era filiado ao Partido Democrático Social (PDS), que era o partido do pai, o defensor público José Euclides Ferreira Gomes Júnior. Em 1983, Ciro filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). A partir desta eleição Ciro aproximou-se de Tasso Jereissati, então presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC). Em 1986 foi reeleito deputado estadual com o apoio de Tasso, então candidato ao Governo do Ceará. Ciro foi convidado por Tasso, eleito Governador, a exercer a liderança do governo estadual na Assembleia Legislativa do Ceará.

Em 1989 Ciro assumiu a prefeitura da capital cearense. Após 15 meses à frente da Prefeitura de Fortaleza, deixou o cargo para se candidatar ao Governo do Estado no final de 1990, pelo recém-fundado PSDB. Na eleição de 1990 foi eleito Governador do Ceará. Foi um incentivador da criação de micro e pequenas empresas no estado, e deu prosseguimento a redução da máquina administrativa, iniciado na gestão de Tasso.

Em setembro de 1994, Ciro assumiu o Ministério da Fazenda na gestão o ex-presidente Itamar Franco. Como ministro, uma de suas medidas foi a redução da tarifa de importação de 445 produtos. Ciro participou das negociações que culminaram na criação do Mercosul.

Em 2003, durante o primeiro governo de Lula, foi ministro da Integração Nacional e participou da criação do projeto de transposição do rio São Francisco. Na época, rompeu com seu partido, o PPS, quando a sigla migrou para a oposição ao governo petista. Após deixar o cargo, Ciro Gomes se elegeu deputado federal em 2006 pelo PSB.

Apesar de ter sido aliado político e apoiador de Lula, atualmente, Ciro tem feito críticas incisivas ao ex-presidente e à possibilidade de Lula retornar à Presidência da República.

Campanha e apoios

Por hora, embora mantenha conversas com outras legendas, Ciro, formalmente, conta apenas com o apoio de seu partido, o PDT. Ao longo de sua pré-campanha, Ciro Gomes buscou construir alianças políticas firmando posições contrárias ao Presidente Jair Bolsonaro e ao ex-presidente Lula.

Porém, no cenário atual, com a maioria dos partidos de esquerda já tendo declarado apoio formal à campanha de Lula (PSOL, PCdoB, PSB, REDE), com os principais partidos do Centrão (PL, PP, Republicanos) apoiando o Presidente Bolsonaro, com o União Brasil tendo lançado nome próprio, com o MDB, PSDB e Cidadania apoiando a pré-candidatura de Simone Tebet, e com o PSD mantendo posição de neutralidade na disputa nacional, restam poucas opções de alianças para Ciro. 

Com a estagnação de Ciro nas pesquisas de intenção de votos a pouco menos de três meses das eleições, além da acentuada polarização do cenário eleitoral, há riscos, inclusive para a montagem de palanques eleitorais.

Hoje, o PDT conta com candidaturas competitivas capazes garantir palanque a Ciro no Ceará, Rio de Janeiro e Maranhão.Com exceção do Ceará, principal base eleitoral de Ciro, os nomes postos em outros estados fazem acenos diretos a Lula. A campanha de Ciro ainda enfrenta problemas em outros colégios eleitorais importantes, como São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul.

Planos

Ciro é um dos atuais postulantes à Presidência com plano de governo mais detalhado. De acordo com informações veiculadas em seu site de campanha, a economia deve ter papel preponderante. O programa de Ciro ganhou o nome de “Plano de Desenvolvimento Nacional”. As principais diretrizes são:

Mais Empregos e Comida na Mesa:

  • Criação de Plano Emergencial de Pleno Emprego para gerar 5 milhões de vagas nos dois primeiros anos de governo;
  • Elevação do salário-mínimo acima da inflação;
  • Mudança na política de preços dos combustíveis;
  • Criação de programa de descontos de dívidas;
  • Implantação de o Programa Renda Mínima Universal;
  • Criação de estoques reguladores dos alimentos da cesta básica

O Petróleo é nosso:

  • Recompra de ações da Petrobras de acionistas insatisfeitos com a política de preços da empresa;
  • Aumento do controle do governo na empresa;
  • Modernização da Petrobras no sentido de implementar programas de desenvolvimento de energias limpas e renováveis.

Internet do povo:

  • Instalação de wi-fi gratuito em áreas comunitárias das maiores cidades;
  • Oferta de cursos gratuitos de informática e de profissionalização em games.

Educação:

  • Investimento na formação e remuneração dos professores;
  • Remuneração mensal para alunos do ensino médio mediante avaliação de frequência e rendimento escola;
  • Implantação de Escolas Federais em Tempo Integral;
  • Criação do programa Minha Escola, Meu Emprego, Meu Negócio;
  • Investimento na universalização do acesso à creches de tempo integral

Reforma Tributária:

  • Concentração na tributação do consumo, da renda e do patrimônio;
  • Diminuição, em 20%, todas as isenções fiscais;
  • Regulamentação do imposto sobre grandes fortunas;
  • Tributação de lucros e dividendos das grandes corporações empresariais;
  • Implantação de alíquota maior sobre as heranças e doações

Fim do Teto de Gastos

Revitalização da Indústria:

  • Criação de Complexo Industrial do Agronegócio com a finalidade de incentivar a criação de uma indústria de processamento de cereais e frutas e estímulo ao surgimento de uma indústria nacional de defensivos, fertilizantes e implementos agrícolas;
  • Criação de Complexo Industrial da Defesa para que as Forças Armadas tenham controle sobre o sistema de comunicações e desenvolvam seu próprio sistema de GPS.

Saúde:

  • Enfrentamento ao preço de medicamentos e insumos hospitalares;
  • Revitalização do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) para agilizar os pedidos de patente;
  • Ampliação da informatização do sistema com o objetivo de reduzir despesas e melhor prestação de serviços on-line, incluindo a marcação de consultas e avaliação dos serviços prestados;
  • Reestruturação da formação pública em Medicina;
  • Criação de uma carreira de Estado para a saúde

Meio Ambiente

  • Definição de nova política energética baseada na integração de geradores de energia renovável (solar, eólica e mini hidroelétricas privadas) ao sistema de distribuição energética;
  • Utilização do know how da Embrapa para promover o reflorestamento e o enriquecimento do solo de áreas degradadas

Equipe de campanha:

Coordenador do programa de governo: Nelson Marconi

Coordenador de campanha: Carlos Lipi

Marqueteiro de campanha: João Santana

Redes Sociais e sites:

Site oficial

Twitter

Instagram

Elaborado pela Equipe da Umbelino Lôbo Assessoria e Consultoria em 20/07/2022.

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