Governo Lula 3 – Ministros Anunciados

Em 01/01/2023 Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será empossado como o 39º Presidente da República e o primeiro a ter 3 mandatos (2003-2006 | 2007-2010 | 2023-2026). Lula foi eleito após uma disputa acirrada com o atual Presidente, Jair Bolsonaro (PL), pois pouco mais de 2 milhões de votos garantiram a vitória do petista em segundo turno. Ademais, todo o período eleitoral foi marcado por uma forte polarização que mobilizou simpatizantes de ambos os lados. Nesse sentido, o questionamento do resultado das eleições é um dos primeiros desafios com os quais o novo presidente teve que lidar.

Com o fim do segundo turno, Lula iniciou a montagem de sua equipe de governo com o apoio de grupos políticos e sociais diversos e tentando contemplar nomes desta “frente ampla”. Os primeiros sinais desse movimento ocorreram na formação dos grupos técnicos da equipe de transição, composto por aliados próximos, nomes técnicos e de vários partidos políticos. Essa articulação foi um ensaio para a construção de sua futura base de apoio parlamentar e o primeiro desafio legislativo enfrentado por Lula ocorreu entre novembro e dezembro. Ele precisou negociar intensamente a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que garantisse respaldo constitucional para a disponibilização de recursos que viabilizassem o cumprimento de algumas promessas de campanha, centralmente o pagamento de benefícios sociais.

Concluídos os trabalhos da equipe de transição de governo, o presidente eleito iniciou os anúncios de seus 37 futuros ministros, que foram divulgados em três momentos, entre os dias 09 e 29/12. Inicialmente, foram definidos os nomes que deverão compor um “núcleo duro” ou “centro de governo de Lula, a saber: Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Flávio Dino (Justiça), José Múcio (Defesa) e Mauro Vieira (Relações Exteriores). Também estarão presentes na equipe ministerial nomes técnicos ou identificados ativamente com os temas dos respectivos ministérios, tais como: Nísia Trindade (Saúde), Sílvio Almeida (Direitos Humanos), Margareth Menezes (Cultura), Anielle Franco (Igualdade Racial), Ana Moser (Esporte).

Por fim, Lula acomodou nomes que contemplam as lideranças de centro que o apoiaram e as forças políticas numerosas no parlamento, tendo em vista a aprovação dos projetos e medidas do governo. Neste último grupo, aspectos pragmáticos podem ser observados. São nomes que apesar de se posicionarem, por vezes, de forma distante ideologicamente de Lula, constituem um grupo que conta com a simpatia do mercado, que legitima determinados perfis mais ligados ao centro e à centro-direita; a busca por apoio de partidos de centro; e a tentativa de minimizar as forças oposicionistas, especialmente as mais fortemente ligadas e identificadas com o governo Bolsonaro.

A relação do presidente eleito com as Forças Armadas é outro ponto importante a ser observado ao longo do futuro governo. Membros dessas instituições ocuparam numerosos cargos em diversos órgãos ao longo do governo Bolsonaro e a expectativa, agora, é que este espaço seja drasticamente reduzido. Porém, se por um lado é de se esperar que os Chefes das Forças se submetam à autoridade da Presidência da República, é difícil prever como se comportarão os membros de Exército, Marinha e Aeronáutica, sobretudo em um cenário de tensionamento político.

Apenas um fato é certo: os próximos anos e o futuro governo nos reservam tempo de importantes mudanças.

Governo da Transição – Linha do Tempo

30/10/2022: A chapa Lula-Alckmin vence a disputa para a Presidência da República. (saiba mais)

03/11/2022: Alckmin é nomeado coordenador-geral do Gabinete da Transição.

08/11/2022: Publicada portaria que instituiu o Gabinete da Transição**. (saiba mais)

14-18/11: Lula participa da COP-27. (saiba mais)

09/12/2022: Lula anuncia os 5 nomes que comporão sua equipe de ministros.

29/11/2022: Apresentação da PEC da Transição***.

07/12/2022: Senado Federal aprova a PEC da Transição que seguiu para a Câmara dos Deputados ***.

12/12/2022: Diplomação de Lula e Alckimin no Tribunal Superior Eleitoral.

13/12/2022: Solenidade de encerramento dos trabalhos dos Grupos Técnicos do Gabinete da Transição**.

21/12/2022: No mesmo dia, a PEC da Transição é aprovada pela Câmara dos Deputados, o Senado Federal aprecia as alterações realizadas e o Congresso Nacional promulga a matéria como Emenda Constitucional 126***.

22/12/2022: Congresso Nacional aprova o Orçamento de 2023.

22/12/2022: Encerramento dos trabalhos do Gabinete da Transição** e divulgação do relatório final e Lula anuncia mais 16 nomes que comporão sua equipe de ministros.

29/12/2022: Lula concluí o anúncio da sua equipe de ministros.

**Nessa página, você confere o histórico da discussão dos Grupos Técnicos do Gabinete da Transição.

*** Saiba mais sobre a análise da PEC da Transição pelo Congresso Nacional.

Abaixo, você pode conferir os perfis dos ministros do Governo Lula 3.

Desenvolvimento Social e Garantias de Direitos

CIDADES

Jader Filho é empresário do setor de comunicações e presidente do MDB do Pará. Filho do senador Jader Barbalho (MDB) e irmão do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), foi eleito Ministro das Cidades no dia 29/12.  Lula já havia reservado para a bancada do partido na Câmara o comando das Cidades

CULTURA

Margareth Menezes tem 60 anos, é cantora e é considerada uma das maiores expoentes do universo musical afro-pop-brasileiro. Com longa carreira, Margareth Menezes tem mais de 10 álbuns lançados, quatro indicações ao Grammy, fez mais de 20 turnês internacionais e é uma das principais expoentes da música baiana no mundo.

Além da carreira musical, a artista é engajada em pautas sociais. Em 2008, criou a Organização Não Governamental (ONG) Associação Fábrica Cultural, que atua nos eixos de Cultura, Educação e Sustentabilidade. Margareth também é embaixadora do Folclore e da Cultura Popular do Brasil pela IOV/UNESCO e umas das personalidades negras mais influentes do mundo reconhecidas pela Mipad 100, da ONU, em 2021.

Durante a corrida presidencial, Menezes se engajou na campanha do presidente eleito e, posteriormente, fez parte da equipe de transição da cultura. O convite para assumir o ministério surgiu a partir de uma proposta da futura primeira-dama, Rosângela da Silva.

DESENVOLVIMENTO SOCIAL, FAMÍLIA E COMBATE À FOME

Wellington Dias é natural de Oeiras (PI), tem 60 anos e é um experiente político e bancário. É graduado em Letras pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), bem como especialista em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ao longo da carreira política, exercer o cargo de governador do estado do Piauí durante quatro mandatos, além de deputado estadual e vereador na capital do estado, Teresina (PI). No âmbito federal, foi senador da República e deputado federal pelo estado do Piauí. Em 2022, foi eleito senador da República pelo Ceará. É aliado político de Lula (PT) e deverá estar à frente da agenda de recomposição de políticas públicas sociais oriundas de gestões anteriores, a exemplo do Programa Bolsa Família, uma das principais bandeiras do partido e do presidente eleito.

DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA

Silvio Almeida é professor, filósofo, advogado e é considerado um dos maiores especialistas em questão racial no país. Ele foi membro da equipe de transição e integrou o grupo técnico da área e defendeu diálogo com organismos internacionais. Ganhou notoriedade por seus ativos debates sobre racismo estrutural e políticas em prol da diversidade. É presidente do Instituto Luiz Gama, uma associação civil sem fins lucrativos que atua na defesa das causas populares, com ênfase nas questões sobre negros, minorias e direitos humanos. Foi Professor visitante do Center for Latin American and Caribbean Studies (CLACS) da Universidade de Duke (EUA) no ano de 2020, onde ministrou as disciplinas "Black Lives Matter US and Brazil" e "Race and Law in Latin America".

EDUCAÇÃO

Camilo Santana é natural de Crato (CE), tem 54 anos e é engenheiro agrônomo, professor e político. Ainda durante a graduação, foi diretor do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC). Entre 2000 e 2004, chegou a concorrer para a Prefeitura de Barbalha (CE). Entre 2003 e 2004, foi servidor público federal e chegou a ocupar a superintendência adjunta do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Ceará. Entre 2007 e 2010, foi secretário do Desenvolvimento Agrário no governo estadual de Cid Gomes, quando colaborou na implementação e fortalecimento de políticas públicas agrárias. Em 2010, foi eleito deputado estadual, cargo do qual se licenciou para assumir a Secretaria das Cidades durante o governo de Cid Gomes, em 2012. Em 2014, foi eleito no segundo turno pela primeira vez como governador, cargo para o qual foi reeleito em 2018. Em 2022, foi eleito senador da República pelo estado do Ceará. Ao longo da candidatura, foi apoiado por Lula (PT) e Elmano de Freitas (PT).

ESPORTES

Ana Moser tem 54 anos e é ex-jogadora de vôlei. Foi atleta da Seleção Brasileira de Vôlei entre 1987 e 1996. Participou de três edições dos Jogos Olímpicos, em Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996). Na última ocasião, a equipe brasileira conquistou a primeira medalha olímpica na categoria (bronze). Aposentou-se da carreira esportiva em 1999, devido a sequelas decorrentes de grave lesão no joelho. Atualmente, é comentarista de vôlei e integrante do Instituto Esporte & Educação. Em 2022, foi designada para integrar o Grupo Técnico de Transição para o Esporte e, em dezembro, foi anunciada pelo presidente eleito Lula (PT) para exercer o cargo de ministra do Esporte, área antes vinculada ao Ministério da Cidadania, no contexto da gestão Bolsonaro (PL).

IGUALDADE RACIAL

Anielle Franco tem 37 anos e é graduada em Inglês e Literatura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e em jornalismo pela Universidade Estadual da Carolina do Norte. Também possui mestrado em Relações Étnico-Raciais pelo Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ).

Anielle ganhou projeção nacional como ativista antirracista e dos direitos humanos em 2018, após a morte de sua irmã, a ex-vereadora Marielle Franco. No mesmo ano, Anielle fundou o Instituto Marielle Franco, que promove uma série de atividades culturais e educacionais. O instituto dá continuidade às pautas políticas do mandato de Marielle, como temas relacionados ao direito das mulheres, das pessoas negras, LGBTQIA+ e periféricas. A entidade também tem diversas iniciativas para apoiar mulheres negras que queiram entrar ou que já estão na política. Uma dessas iniciativas foi o lançamento, em 2020, da Plataforma Antirracista nas Eleições (PANE), que visava apoiar candidaturas negras nas eleições municipais daquele ano.

Anielle foi uma das quatro pessoas brasileiras selecionadas para nova edição do programa de fortalecimento de lideranças globais, o Ford Global Fellow, da Fundação Ford, para uma bolsa que visou conectar e apoiar a próxima geração de líderes mundiais. Anielle fez parte do comitê de transição do governo eleito antes de ser nomeada ministra.

MULHERES

Cida Gonçalves tem 60 anos e é de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Formada em Publicidade e Propaganda, é especialista em gênero e violência contra mulher e ocupou o cargo de secretária nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres nos governos de Lula e Dilma Roussef. Integrante da equipe de transição do presidente eleito, em 22/12 foi nomeada por Lula para comandar o Ministério das Mulheres. Anteriormente, também atuou como assessora técnica e política da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para a Mulher no governo de Mato Grosso do Sul (1999-2000) e assessora da Coordenadoria de Atendimento à Mulher da Secretaria de Estado de Assistência Social Cidadania e Trabalho (2001-2002). Gonçalves trabalha como consultora em políticas públicas para o enfrentamento da violência doméstica e dá workshops a prefeituras e governos estaduais para atuação na área. Com atuação na militância dos diretos das mulheres, coordenou o processo de articulação e fundação da Central dos Movimentos Populares no Brasil. Nos grupos de base, a militante sempre fez parte dos cargos de direção estadual em Mato Grosso do Sul.

POVOS INDÍGENAS

Mais conhecida como Sônia Guajajara, é líder indígena brasileira filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (Psol). Graduada em Letras e em Enfermagem, é especialista em Educação Especial pela Universidade Estadual do Maranhão. Em 2015, recebeu a Ordem do Mérito Cultural. Presentemente, é Coordenadora Executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e integrante do Conselho da Iniciativa Inter-religiosa pelas Florestas Tropicais do Brasil, iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Em 2022, tornou-se a primeira indígena a ser eleita deputada federal pelo estado de São Paulo, da Rede Sustentabilidade.

PREVIDÊNCIA SOCIAL

Carlos Lupi é natural de Campinas/SP, tem 65 anos e é professor e político. Filiou-se ao PDT em 1980 e graduou-se em administração um ano depois. Entre 1989 e 1991 foi Assessor Especial do Prefeito do Rio de Janeiro. Foi deputado federal entre 1991 e 1995, todavia, licenciou-se do mandato entre novembro de 1991 e julho de 1992 para exercer o cargo de Secretário Municipal de Transporte da Prefeitura do Rio de Janeiro. Na Câmara dos Deputados, foi titular da comissão de Educação, Cultura e Desporto, e criou uma Comissão Especial Mista para discutir os privilégios do poder Judiciário. Entre suas atividades partidárias, foi vice-líder do PDT entre 1991 e 1994, Secretário da Executiva Regional em 1994, Tesoureiro da Executiva Nacional em 1996 e Presidente em 2012. Entre 2007 e 2011 foi Ministro do Trabalho e Emprego, durante sua gestão, propôs ações voltadas para o maior investimento no setor produtivo e a criação de novas linhas de crédito. Lupi é o atual presidente do PDT.

SAÚDE

Nísia Trindade tem 64 anos e é mestre em Ciência Política e doutora em Sociologia. É pesquisadora e professora de longa data da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição que preside desde 2017. Anteriormente, foi vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação da Fundação, bem como diretora da Editora Fiocruz. No cargo atual, liderou o processo de transferência de tecnologia e produção em escala da vacina para Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido. Ainda no campo do combate à Covid-19, assumiu a copresidência da Rede de Saúde para Todos da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (UNSDSN, na sigla em inglês) e do Grupo Diretor de Recuperação Econômica das Nações Unidas para a Recuperação da Covid-19. Ademais, integra a Comissão Lancet de Covid-19 e o Conselho da Coalizão para Promoção de Inovações em prol da Preparação para Epidemias (CEPI).

A ascensão de Trindade ao cargo deverá favorecer a continuidade da orientação sanitarista apoiada pelo PT, bem como as retóricas da reconstrução do Programa Nacional de Imunizações (PNI) nos moldes anteriores e do fortalecimento da indústria nacional de saúde, com foco no interesse nacional. Para além disso, a decisão atende a cobranças relativas à ampliação da participação feminina no alto escalão de pastas estratégicas para o governo.

TRABALHO E EMPREGO

Luiz Marinho nasceu no interior de São Paulo, tem 63 anos e é um político e sindicalista, filiado ao PT. Em 1984, foi eleito tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, posteriormente, assumiu os cargos de secretário-geral, vice-presidente e presidente, por três mandatos. Em julho de 1998, assumiu a coordenação do Movimento de Alfabetização Regional do ABC (MOVA). Em 2003, foi presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Entre 2003 e 2004 foi nomeado presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea). Ocupou o cargo de Ministro do Trabalho entre 2005 e 2007, e o de Ministro da Previdência Social, entre 2007 e 2008, ambos durante o mandato de Lula (PT). Foi prefeito de São Bernardo/SP por dois mandatos, de 2009 a 2016. Em 2018 chegou a concorrer ao governo de São Paulo, mas não obteve votos suficientes. Marinho é o atual presidente estadual do Partido dos Trabalhadores em São Paulo e foi eleito para deputado federal este ano.

Desenvolvimento Econômico e Sustentabilidade Socioambiental e Climática

AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO

Carlos Fávaro tem 53 anos e é agropecuarista e político filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Exerce o segundo mandato consecutivo como senador da República pelo Mato Grosso (MT), vigente até 2027. Anteriormente, foi vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja do MT (Aprosoja/MT), vice-governador do MT e vice-presidente da Aprosoja Brasil. Fávaro integra a bancada ruralista no Congresso Nacional e foi membro titular das Comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), de Meio Ambiente (CMA) e de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) em 2022. Ademais, integra a Frente Parlamentar de Recursos Naturais e Energia (FPRNE) e os Grupos Parlamentares da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica e Brasil-ONU. No contexto das Eleições de 2022, coordenou a equipe de campanha de Lula (PT) e atuou como seu principal interlocutor para o agronegócio. Em dezembro de 2022, foi indicado por Lula para exercer o cargo de ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). À frente da pasta, deverá atuar como interlocutor do governo junto aos produtores rurais e parlamentares, auxiliando no avanço de pautas prioritárias da gestão.

CIÊNCIA, TECNOLIGIA E INOVAÇÃO

Luciana Santos é natural de Recife/PE, tem 56 anos e é graduada em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Entre 1989 e 1991 foi vice-presidente regional da União Nacional dos Estudantes (UNE). Entre 1995 e 1996 foi presidente do Instituto de Pesos e Medidas (IPEM). Foi deputada estadual entre 1997 e 2000. Em 2000 foi eleita pela primeira vez como prefeita de Olinda/PE, sendo reeleita em 2004. Entre 2009 e 2010 foi secretária de Ciência e Tecnologia do Governo de Pernambuco. Foi eleita deputada federal duas vezes, todavia, em janeiro de 2019 renunciou ao mandato. Em 2018, foi eleita como vice-governadora de Pernambuco. Santos é a atual presidente do PCdoB.

COMUNICAÇÕES

Juscelino Filho é natural de São Luís, tem 38 anos e é graduado em medicina pelo Centro Universitário do Maranhão (Uniceuma). É filho do político Juscelino Rezende, que foi prefeito por dois mandatos de Vitorino Freire/MA e deputado estadual. Foi eleito para ser deputado federal em 2014, tendo sido reeleito em 2018 e nas eleições gerais deste ano. Durante seu primeiro mandato, foi líder do Partido Republicano Progressista, já durante o segundo foi presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, além de coordenar a bancada maranhense.

DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO E AGRICULTURA FAMILIAR

Paulo Teixeira tem 61 anos e é advogado, mestre em Direito do Estado, professor e político filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). A partir de 2023, exercerá o quinto mandato consecutivo como deputado federal pelo PT/SP. Anteriormente, foi secretário municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano de São Paulo (SP), diretor-presidente da Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab), deputado estadual e vereador pelo (PT/SP). Em dezembro de 2022, foi anunciado pelo presidente eleito Lula (PT) para exercer o cargo de ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, área antes vinculada ao Ministério da Agricultura Pecuária (MAPA), no contexto da gestão Bolsonaro (PL). Não obstante sua nomeação para o cargo, o futuro Ministro não foi designado para integrar o Grupo Técnico de Transição para o Desenvolvimento Agrário.

DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA, COMÉRCIO, SERVIÇOS E INOVAÇÃO

Geraldo Alckmin tem 70 anos e é o Vice-Presidente eleito do Governo Lula. É médico graduado pela Faculdade de Medicina de Taubaté e especialista em anestesiologia. Foi Vereador de Pindamonhangaba (1973-1977), Prefeito de Pindamonhangaba (1977-1982), Deputado Estadual de São Paulo (1983-1987), Deputado Federal por São Paulo (1987-1995), Vice-Governador de São Paulo (1995-2001) e Governador de São Paulo (2011-2006; 2011-2018).

Fora da área política, Alckmin já foi Professor de medicina na Faculdade Nove de Julho (UNINOVE), além de ter exercido a profissão de médico por anos. Foi Deputado constituinte e o Governador que mais tempo esteve à frente de São Paulo desde a redemocratização. Por anos, foi uma das principais lideranças do PSDB, onde ficou filiado por 33 anos. Atualmente é filiado ao PSB.

ECONOMIA

Haddad tem 59 anos, é natural de São Paulo e é bacharel em Direito, mestre em Economia e doutor em Filosofia, graus obtidos pela Universidade de São Paulo (USP). De ascendência libanesa, cresceu em uma família de comerciantes. Atualmente, é casado com Ana Estela Haddad e tem dois filhos.

Ele disputou as eleições gerais de 2018 como candidato à Presidência do Partido dos Trabalhadores, ficando em 2° lugar. Foi Ministro da Educação entre 2005 e 2012 e Prefeito de São Paulo no período de 2013 a 2017. Sua experiência ainda inclui uma passagem como assessor no Ministério do Planejamento, a criação do Programa Universidade para Todos (ProUni) e a reformulação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009. Durante o período em que esteve à frente da Prefeitura de São Paulo, destacou-se pelos projetos criados em torno da melhoria da mobilidade urbana no município.

Nesta semana, Haddad esteve reunido com o atual Ministro da Economia Paulo Guedes. Questionado por jornalistas, ele informou que o encontro foi amigável e receptivo, o que contribuiu para a ciência do futuro Ministro sobre os atuais projetos desenvolvidos na pasta. E importante salientar que a previsão é que o Ministério da Economia seja dividido em três pastas: Planejamento, Fazenda e Indústria, Comércio e Serviços.

Sobre a Reforma Tributária, Fernando informou que o tema será uma prioridade para 2023. Para ele, o assunto já deveria ter sido sanado visto que as discussões já chegam a 20 anos. Destacou que a primeira parte da reforma será relativa a impostos indiretos e impostos diretos, pois, segundo ele, é impossível tratar os dois temas juntos.

Ainda, informou que a nova equipe criará um arcabouço fiscal seguro para substituir o teto de gastos e defendeu que a PEC da Transição tenha duração superior a 1 ano.

INTEGRAÇÃO E DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Waldez Góes, 60 anos, é servidor público do Estado do Amapá como extensionista rural. Com início da carreira política em 1989, atualmente cumpre seu quarto mandato como chefe do Poder Executivo estadual do Amapá. Waldez Góes foi o primeiro presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal no período de 2019 a 2020, quando defendeu propostas de economia verde e de cooperações para o desenvolvimento sustentável da floresta amazônica, além de reafirmar o compromisso com a agenda ambiental, a agenda climática e com o respeito às comunidades tradicionais e ribeirinhas. Em 2017, Góes sancionou a lei que cria o Selo Amapá – Produto do Meio do Mundo, criado para promover os bens produzidos por empreendimentos instalados no Amapá.

MEIO AMBIENTE

Maria Silva tem 64 anos e é natural de Rio Branco, Acre. É graduada em História pela Universidade Federal do Acre (UFAC), e tem especializações em teoria psicanalítica na Universidade de Brasília (UnB), e em psicopedagogia na Universidade Católica de Brasília (UCB). Atuou como professora na juventude e engajou-se como militante junto ao ativista Chico Mendes – os dois fundaram a Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Acre.

Foi Vereadora por Rio Branco (1989-1991), Deputada Estadual no Acre (1991-1995), Senadora pelo Acre (1995-2011), Ministra do Meio Ambiente (2003-2008) e foi eleita Deputada Federal em 2022. Marina também já disputou a Presidência do Brasil nas eleições de 2010, 2014 e 2018. É fundadora do partido REDE Sustentabilidade.

MINAS E ENERGIA

Alexandre Silveira é bacharel em direito, ex-delegado da polícia civil, além de ter exercido função junto ao DNIT. Foi o relator, no Senado Federal, da PEC da transição e possuí relação próxima ao atual Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG).

Iniciou sua carreira política como deputado federal em 2007, sendo reeleito. Foi também secretário de Saúde e de Gestão Metropolitana em Minas Gerais. Na Câmara dos Deputados, foi presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e membro da Mesa da Casa. Em 2014, assumiu a presidência do PSD de Minas e coordenou as campanhas de Anastasia e de Rodrigo Pacheco em 2018.

No Senado Federal, tomou posse em 2 de fevereiro de 2022, assumindo a vaga de Antonio Anastasia (PSD/MG), que renunciou ao mandato e assumiu o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Na casa, foi um dos autores da PEC 1/2022, que instituiu estado de emergência até o final deste ano, ampliando e criando o pagamento de benefícios sociais em meio a crise dos combustíveis. Silveira também apresentou o PL 1.606/2022, para zerar os impostos federais sobre a cesta básica.

PESCA E AQUICULTURA

André de Paula Filho tem 61 anos e é advogado e político filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Exerce o sexto mandato consecutivo como deputado federal por Pernambuco (PE). Anteriormente, foi filiado ao antigo Partido da Frente Liberal (PFL)/ Democratas (DEM), o qual deixou para integrar o PSD, sigla que preside em seu estado de origem. Em 2022, concorreu ao cargo de senador da República por PE, quando logrou o terceiro lugar na disputa, com 12,69% dos votos. Anteriormente, foi membro do Conselho Fiscal da LAR e do Conselho Municipal de Educação e do Conselho Consultivo do Diretório Nacional do antigo PFL, bem como representante da Assembleia Legislativa no Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Recife (Conderm), em Recife (PE). Ademais, tem passagem pela Companhia de Abastecimento e de Armazéns Gerais de Pernambuco (Ceagepe), o atual Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e o Conselho Superior do Fundo de Terra do Estado de Pernambuco (Funtepe). Em dezembro de 2022, foi anunciado pelo presidente eleito Lula (PT) para exercer o cargo de ministro da Pesca e Aquicultura, área antes vinculada ao Ministério da Agricultura Pecuária (MAPA), no contexto da gestão Bolsonaro (PL). Não obstante sua nomeação para o cargo, o futuro Ministro não foi designado para integrar o Grupo Técnico de Transição para a Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tampouco o de Desenvolvimento Agrário.

PORTOS E AEROPORTOS

Márcio Luiz França Gomes é natural de São Vicente, litoral do estado de São Paulo, tem 59 anos e é formado em Direito pela Universidade de Santos. Se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) em 1988, quando começou a sua carreira política. Desde então, foi Vereador de São Vicente, Deputado Federal por São Paulo e Prefeito de São Vicente (SP). Filiado ao PT, também já foi Vice-Governador do estado de São Paulo, na chapa de Geraldo Alckmin, além de Secretário de Esporte, Lazer e Turismo do então Governador. Em 2018, quando o governador deixou o cargo para concorrer à Presidência da República, o Vice-Governador assumiu o Palácio dos Bandeirantes até o final daquele ano. Em 2022, França se candidatou ao Senado pelo estado de São Paulo, mas perdeu a disputa para Marcos Pontes (PL).  

Entidades do setor veem com bons olhos a nomeação de França para assumir Portos e Aviação Civil. Consultores Portuários, representantes da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) e, inclusive a Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI) acreditam que o nome de Márcio França pode vir a impulsionar políticas públicas do setor, à exemplo das futuras articulações relacionadas a BR do Mar.

TRANSPORTES

Renan Filho (MDB/AL) é natural de Murici (AL), tem 42 anos e é ex-Governador de Alagoas. Renan é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade de Brasília (UnB), e iniciou a sua trajetória política em 2004 aos 25 anos de idade. Desde então, além do Governo de Alagoas, foi prefeito de sua cidade natal por duas ocasiões e deputado estadual por uma legislatura. O senador eleito Renan Filho já era o principal cotado para assumir o Ministério dos Transportes. A pasta será dividida com rodovias e ferrovias, e em uma segunda estrutura, o Ministério de Portos e Aeroportos, sob comando de Márcio França.

TURISMO

Daniela Moté de Souza Carneiro, conhecida como Daniela do Waguinho é natural Italva (RJ), tem 46 anos e é pedagoga. Daniela do Waguinho é casada com o atual prefeito de Belford Roxo e presidente estadual do União Brasil, Wagner dos Santos Carneiro, conhecido como Waguinho. Daniela já ocupou o cargo de Secretária de Assistência Social e Cidadania de Belford Roxo e, em 2018, elegeu-se deputada federal. Em 2022, foi reeleita para o cargo, sendo a mais votada, com um total de 213.706 votos.

A nomeação de Daniela do Waguinho para o cargo faz parte de uma tentativa do presidente eleito de formação de uma base de apoio no Congresso Nacional, uma vez que a parlamentar é de um partido que não apoiou Lula durante a campanha, mas possui uma grande bancada de deputados e senadores eleitos - o partido terá a terceira maior bancada da Câmara dos Deputados, com 59 parlamentares. Além do Ministério do Turismo, o União Brasil comandará o Ministério das Comunicações.

Defesa da Democracia e Reconstrução do Estado e da Soberania

ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO

Jorge Messias é procurador da Fazenda Nacional (órgão pertencente ao AGU) desde 2007. É graduado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), mestre e doutorando em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela Universidade de Brasília (UNB). Tem experiência em Gestão Pública e nas áreas de direito empresarial, direito do Estado e da regulação e direito administrativo econômico. Jorge foi subchefe de Assuntos Jurídicos na Casa Civil durante o segundo governo de Dilma Rousseff e passou ainda pelos Ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Foi procurador do Banco Central e conselheiro fiscal do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos governos petistas e passou os últimos anos no gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA), como assistente parlamentar. Jorge ficou conhecido em 2016, quando a Lava Jato divulgou uma conversa de Lula e Dilma, onde a transcrição da gravação chama Messias de “Bessias”. Recentemente, foi indicado para pasta de Advocacia-Geral da União.

CASA CIVIL

Rui Costa tem 59 anos, é economista e político. Cursou instrumentação industrial na Escola Técnica Federal (atual IFBA) da Bahia e Economia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Foi diretor da Confederação Nacional dos Químicos e diretor do Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia.

No âmbito político, foi Vereador de Salvador de 2005 a 2007; Secretário de Relações Institucionais da Bahia de 2007 a 2010; Deputado federal pela Bahia em 2011; Secretário da Casa Civil da Bahia de 2012 a 2014 e atualmente, é governador do Estado da Bahia, encerrando o segundo mandato.

Na Secretaria de Estado da Casa Civil da Bahia no segundo mandato de Jaques Wagner, empenhou-se nas áreas de infraestrutura e logística, além de trabalhar em parceria com o governo federal para garantir a ampliação de políticas sociais na Bahia, como os programas de assistência Água para Todos, Luz para Todos e Minha Casa, Minha Vida.

Durante seus dois mandatos como Governador, Rui tentou transformar a Bahia em referência nacional no modelo de Parceria público-privada (PPPs). Indicado ao Cargo de Ministro da Casa Civil pelo presidente eleito Lula (PT), Rui Costa com um Perfil de gestor, poderá dar um caráter mais técnico para pasta.

CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO

Vinicius Carvalho tem 45 anos, é sócio-administrador na VMCA Advogados e professor de Direito Comercial na USP. De 2001 a 2002, foi assessor da Secretaria de Habitação e Urbanismo do Município de São Paulo. Em 2007, foi Chefe de Gabinete da Secretária Especial dos Direitos Humanos, ficando no cargo até 2008. No mesmo ano, fez parte como conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), posição em que ficou até 2011. No ano seguinte, tornou-se presidente do CADE, quando foi investigado o cartel de empresas que fraudou licitações no sistema metroferroviário de governos do PSDB, em São Paulo, e do DEM, em Brasília. Ele tem o apoio do Grupo Prerrogativas, coordenado por Marco Aurélio Carvalho, amigo de Lula. Também já foi Secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça durante o primeiro mandato do Governo Dilma Rousseff. Recentemente, foi indicado ao cargo para chefiar a Controladoria-Geral da República.

DEFESA

José Mucio tem 74 anos, e é natural de Recife, Pernambuco. Ele tem graduação em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco (UPE). Em sua carreira, foi Presidente da antiga Companhia Energética de Pernambuco até ingressar na política em 1975 como Vice-Prefeito do município de Rio Formoso (1975-1982). Logo depois, tornou-se Secretário Estadual dos Transportes, Comunicação e Energia de Pernambuco (1983-1986), Secretário Municipal de Planejamento do Recife (1997-1998), Deputado Federal (1991-2007), Ministro-Chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Governo Lula (2007 a 2009) e Ministro do Tribunal de Contas da União (2009-2021). Ele é filiado ao PTB desde 2003.

A sua escolha para chefia a pasta foi bem recebida por militares devido ao perfil conciliador e pelo passado sem escândalos. O Vice-Presidente Hamilton Mourão (Republicanos) também teceu elogios a ele, afirmando ter apreço e respeito por Mucio.

É esperado que o novo Ministro consiga construir uma boa interlocução com as Forças Armadas. Entre os temas que podem ser tratados em sua gestão, estão mudanças na Previdência militar e na questão de currículos e promoção de oficiais. Para o Comando do Exército, Lula tem uma lista quadruple para escolher: General Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, comandante militar do Sudeste; General Valério Stumpf Trindade, chefe do Estado-Maior do Exército; General Julio Cesar de Arruda, chefe do Departamento de Engenharia e Construção (DEC); e Estevam Theophilo, comandante de Operações Terrestres.

Durante a coletiva, Lula também informou que conversará hoje (09) à tarde com Mucio e com alguns militares para decidir sobre a escolha dos comandantes.

GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL

O General Gonçalves Dias, carinhosamente chamado de G. Dias, é natural de Americana (SP) e foi alçado ao cargo de general e, atualmente, está na reserva. G. Dias ficou conhecido por ser o Secretário de Segurança da Presidência da República do governo e chefe da Coordenadoria de Segurança Institucional da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). G. Dias foi o responsável também por todo o complexo esquema de segurança de Lula durante a campanha eleitoral deste ano. Dias é um militar de altíssima patente que tem um histórico de defesa de valores democráticos e que já serviu de forma republicana e leal aos governos do PT.

GESTÃO E INOVAÇÃO NOS SERVIÇOS PÚBLICOS

Esther Dweck tem 44 anos e é Graduada e Doutora em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É professora associada do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenadora do Grupo de Pesquisa em Economia do Setor Público do IE-UFRJ. Atuou no Ministério do Planejamento como Chefe da Assessoria Econômica (2011-2014) e Secretária de Orçamento Federal (2015-2016).

Ela faz pesquisas com foco no crescimento e desenvolvimento econômico, regime fiscal e participação do Estado na economia. Dweck defende uma reforma tributária que foque em maiores cobranças aos mais ricos e com uma ampliação da carga tributária.

JUSTIÇA

Flávio Dino tem 54 anos e é natural de São Luís, capital do Maranhão (MA). É advogado e mestre em Direito Público pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Como jurista, foi professor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB) e leciona na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Na carreira pública, exerceu por 12 anos a profissão de juiz federal, além de ter atuado como secretário‐geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e assessor da Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre 2007 e 2011, foi deputado federal pelo estado e, entre 2011 e 2014, foi presidente do então Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Entre 2015 e 2022, foi governador do Maranhão por dois mandatos consecutivos, licenciando-se para concorrer ao Senado pelo estado. Foi eleito para senador pelo Estado em 02 de outubro de 2022.

Destaca-se que Dino integra a equipe do Governo de Transição participando do Grupo de Trabalho (GT) de Justiça e Segurança Pública. O GT já anunciou a intenção de revogar decretos que facilitaram a compra e o porte de armas no país durante o Governo Bolsonaro. Até então, ficou decidido que o Ministério da Justiça e Segurança Pública continuará como pasta única, conforme defendido por Flávio Dino.

Por fim, foi anunciado o nome de Andrei Augusto Passos Rodrigues para a Direção Geral da Polícia Federal (PF), os critérios da designação envolveram a necessidade de restauração da plena autoridade e legalidade nas polícias, a experiência profissional comprovada e o diálogo com os Estados e Municípios.

PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO

Simone Tebet é natural de Três Lagoas (MS), tem 52 anos e atualmente exerce o primeiro mandato como senadora da República. Em 2002, aos 31 anos, elegeu-se deputada estadual pelo MS e em 2004 foi a primeira mulher eleita prefeita de Três Lagoas. Em 2008 foi reeleita prefeita de Três Lagoas com 76% dos votos válidos. Entre 2011 e 2015 foi eleita vice-governadora do Estado na gestão de André Puccinelli.

Em 2014 foi eleita para o Senado Federal. No Senado Federal, liderou a primeira bancada feminina da história da Casa e tornou-se presidente da Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher. Foi também a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a primeira mulher a disputar a presidência do Senado.

A Senadora Simone Tebet teve atuação destacada na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou irregularidades na gestão dos governos estaduais e federal na condução das ações de enfrentamento à pandemia de Covid-19. Foi justamente a participação nos trabalhos da CPI que garantiu maior projeção nacional à Senadora.

Durante as eleições gerais de 2022, foi candidata à Presidência ao lado de Mara Gabrilli pelo seu partido MDB. Ficou em 3° lugar e decidiu, no segundo turno, apoiar a candidatura de Lula (PT), que foi vitoriosa. O apoio de Simone mostrou-se essencial para atrair novos votos para Lula, pois atraiu não só os eleitores que procuraram uma “terceira via” na 1° turno, mas também alguns indecisos.

RELAÇÕES EXTERIORES

Mauro Vieira tem 71 anos, e é natural de Rio de Janeiro, RJ. É bacharel em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e formado como diplomata no Instituto Rio Branco. Foi Embaixador do Brasil na Argentina (2004-2010) e nos Estados Unidos (2010-2015), Ministro das Relações Exteriores do Brasil (2015-2016), e atualmente é Embaixador na Croácia. É o representante permanente do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU).

Mauro é amigo de Lula e um de seus conselheiros no período em que foi processado.

Entre os temas a serem trabalhados pela pasta em 2023, está a saída da Agência de Promoção de Exportações (ApexBrasil) da alçada do MRE para o Ministério de Indústria, Comércio e Serviços, a ser criado. Além disso, uma maior projeção internacional do Brasil, sobretudo na área de meio ambiente, é uma das ambições do novo Governo. Na coletiva, Lula deixou claro que a Política externa brasileira será tratada com muita seriedade.

SECRETARIA-GERAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Márcio Macêdo tem 52 anos, é Biólogo pela Universidade Federal do Sergipe. Márcio foi eleito deputado federal nas eleições de 2010, ocupou o cargo de presidente dos diretórios Municipal de Aracaju e Estadual de Sergipe do PT e foi secretário municipal de Participação Popular de Aracaju e superintendente do Ibama em Sergipe. Entre 2007 e 2010, foi secretário do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do estado de Sergipe na gestão do então governador Marcelo Déda e em 2015, ocupou o cargo de tesoureiro do PT, permanecendo na função até 2020. Atualmente, é um dos vice-presidentes nacionais do Partido dos Trabalhadores e foi tesoureiro da campanha presidencial de Lula em 2022. Recentemente, foi indicado pelo presidente Lula ao cargo de Secretário-Geral da Presidência, órgão que integra a Presidência da República e tem o objetivo de ajudar o presidente na condução estratégica de governo.

SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Paulo Pimenta tem 57 anos, nasceu em Santa Maria/RS, e é um jornalista, técnico agrícola e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1985. Foi duas vezes vereador da Câmara dos Vereadores de Santa Maria, entre1989 e 1996. Entre 1997 e 1998 foi Chefe de Gabinete da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) e entre 1999 e 2000 foi deputado estadual. Em 2000 foi eleito vice-prefeito de Santa Maria, cargo que ocupou até 2002. Em 2003 foi eleito deputado federal, sendo reeleito em 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022. Durante sua atuação na Câmara dos Deputados, Pimenta foi Presidente na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Vice-Presidente na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle e da Comissão Parlamentar de Inquérito do CARF. Defende pautas como a reforma tributária e desenvolvimento tecnológico.

SECRETARIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS

Alexandre Padilha tem 51 anos, é médico, político e ex-ministro da Coordenação Política de Lula, da Saúde da ex-presidente Dilma e secretário da gestão Haddad em São Paulo. Padilha, em seus vários anos de atuação profissional, focou principalmente em temas relacionados a atenção básica a saúde e em questões relativas ao cuidado da saúde indígena, sendo o responsável pela implantação do Mais Médicos, programa que teve como objetivo aumentar o número de profissionais na rede pública de saúde em regiões carentes. Além da promoção da participação popular em instâncias deliberativas do governo. Em seu primeiro mandato como deputado federal, foi vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CPD). Recentemente, foi indicado por Lula para compor novamente o governo, dessa vez, para pasta das Relações Institucionais.

Material elaborado pela Equipe da Umbelino Lôbo. A última atualização foi realizada em 29/12/2022.

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