Cenário Geral – Estados – 1º Turno

15 estados elegeram governadores em 1º turno, mantendo proximidade com os números observados nas últimas duas eleições, em 2014 e 2018, quando 13 estados encerraram as disputas também em 1º turno.

12 governadores foram reeleitos em 1º turno. Dentre os governadores que buscavam reeleição – 18 -, apenas 2 não obtiveram sucesso no 1º turno ou em alcançar o 2º turno, casos de Carlos Moises (REP/SC) e Rodrigo Garcia (PSDB/SP), em estados cujos resultados acabaram por reproduzir a polarização observada em nível nacional. O número de reeleitos já ultrapassa a quantitativo de reeleição observado nas eleições de 2014 e 2018, respectivamente, 9 e 8.

O PT, reproduzindo o forte rendimento do ex-Presidente Luis Inácio Lula da Silva na região Nordeste, elegeu 3 governadores em 1º turno – Elmano de Freitas (CE), Rafael Fonteles (PI) e Fátima Bezerra (RN) – e disputa o 2º turno em 4 estados – BA, SC, SE e SP. Em relação as eleições anteriores, 2014 e 2018, pode ultrapassar o rendimento alcançado, quando elegeu, respectivamente, 5 e 4 governadores.

Já o PL, que não havia elegido governadores nas últimas duas eleições, com a confirmação da reeleição de Claudio Castro, no Rio de Janeiro, e com presença confirmada em 4 disputas de 2º turno - ES, RO, RS e SC -, segue a tendência de crescimento do partido apresentada na disputa pelos legislativos, em movimento puxado pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, candidato à reeleição pelo partido.

O União Brasil (UB), por seu turno, manteve, já em 1º turno rendimento igual ao alcançado em 2018, reelegendo 2 governadores - Ronaldo Caiado (GO) e Mauro Mendes (MT), e ainda figura em 3 disputas de 2º turno – AL, AM e RO.

O MDB, que vinha em movimento de queda, tendo elegido 7 governadores em 2014 e 3 em 2018, pode igualar o rendimento alcançado na última eleição, tendo como reeleitos Ibaneis Rocha (DF) e Helder Barbalho (PA) e ainda participando da disputa de 2º turno em AL.

O PSDB que de mesmo modo vem em movimento de baixa nas últimas eleições, com a derrota de Rodrigo Garcia (SP), que ficou fora do 2º turno, além de encerrar período de 27 anos à frente do principal estado da federação, no máximo igualará o rendimento de 2018, caso vença as 3 difíceis disputas de 2º turno em MS, PB e RS, muito longe do rendimento de 2014, quando o partido elegeu 5 governadores.

Regionalmente, para além do já esperado bom rendimento de candidaturas petistas na região nordeste, vale registrar que também restou confirmado o bom rendimento de candidaturas alinhadas com a do ex-presidente Lula. Além de 3 cabeças de chapa eleitos, o Partido dos Trabalhadores cresceu nas disputas por SE e BA. Na BA, surpreendentemente, Jerônimo, tido como azarão na disputa com ACM Neto (UB), quase saiu vencedor em 1º turno. No Maranhão, Carlos Brandão (PSB) se reelegeu em 1º turno, e candidatos de partidos alinhados regionalmente com Lula lograram êxito em disputar o 2º turno nos outros 3 estados.

No norte do país, apesar da vitória com margem apertada de Lula, partidos e candidatos mais alinhados com Bolsonaro tiveram mais sucesso. A exceção é exatamente a já esperada vitória de Helder Barbalho (MDB), no Pará, e relativamente surpresa da presença do senador Eduardo Braga (MDB) no 2º turno, no Amazonas. Em Rondônia, por exemplo, dois candidatos bolsonaristas disputam o 2º turno, Marcos Rocha (UB) busca a reeleição contra o senador Marcos Rogério (PL).

Nas regiões sul e centro-oeste, por outro lado, também em linha com o observado na disputa para presidência, candidatos alinhados ao Presidente Bolsonaro, apresentaram bom rendimento. Ibaneis Rocha, Ronaldo Caiado e Mauro Mendes, se reelegeram no DF, GO e MT, enquanto no MS, Capitão Contar (PRTB) entra como favorito na disputa com Eduardo Riedel (PSDB). Nos estados do Sul, Ratinho Júnior (PSD) confirmou o favoritismo e nas disputas de 2º turno, no RS e SC, o único candidato alinhado com o PT é Décio Lima, que polarizará a disputa com Jorginho Melo (PL), em SC, com baixas chances de vitória.

Na região sudeste, por fim, a candidatura bolsonarista de Claudio Castro (PL), confirmou o favoritismo, em linha com a vitória de Bolsonaro no estado. De mesmo modo, em SP e no ES, o crescimento de Bolsonaro puxou o rendimento dos candidatos Tarcísio de Freitas (REP) e Manato (PL). Tarcísio larga na frente na disputa contra Fernando Haddad (PT) e Manato foi bem-sucedido em evitar possível vitória em 1º turno de Renato Casagrande (PSB). Em MG, apesar da vitória com ampla margem de Romeu Zema (Novo), Lula venceu a disputa com Bolsonaro. Zema deve ser um dos pontos focais da campanha bolsonarista, com o intuito de reverter tal cenário em 2º turno.

Elaborado pela equipe da Umbelino Lôbo Assessoria e Consultoria em 02/10/2022.

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